Brasil x Campeonatos Internacionais

Que degraus as equipes brasileiras tem que superar para conseguir uma melhor projeção internacional

Passada a Fase de Entrada do Mid-Season Invitational, Mundialito de League of Legends criado pela Riot Games, podemos analisar com calma o desempenho brasileiro nesta e em outras competições.

Após vencer o franco-favorito ao título do CBLoL, a INTZ embarcou para Ho Chi Minh City – Vietnam em busca da inédita classificação brasileira para a segunda fase de um campeonato internacional.

Embora o Brasil tenha participado de todas as competições internacionais (oficiais) de League of Legends, infelizmente não obtivemos resultados animadores em nenhuma delas, e isso causa sempre uma grande discussão no cenário nacional do jogo.

Jogadores profissionais (conhecidos como pró-players), jogadores ocasionais de todos os elos, torcedores e analistas discutem sobre o que está errado no que diz respeito ao nosso desempenho fora do Brasil e o que podemos fazer para melhorar. A única opinião unânime é que a necessidade existe e que os problemas vão muito além de Summoner’s Rift.

Nossa história em campeonatos internacionais

Kabum (2014) – Com o ainda não-criado MSI, a única chance das equipes competirem entre si em um grande torneio no exterior era com a classificação para o Worlds (torneio Mundial de League of Legends). O Brasil foi representado pela Kabum, campeã do extinto International Wildcard (IWCI).

Contando com apenas uma vitória em toda a fase regular, a equipe terminou sua participação na última colocação do grupo e não se classificou para a etapa seguinte.

paiN Gaming (2015) – Considerada por muitos uma das melhores line-ups de todos os tempos (trazendo Hugo “Dioud” Padioleau, Gabriel “Kami” Santos, Felipe “brTT” Gonçalves, Thúlio “SirT” Carlos da Silva, Matheus “Mylon” Borges), a equipe da paiN também conseguiu sua classificação para o Worlds após vencer o IWCI daquele ano.

Competindo no grupo de Flash Wolves, KOO Tigers e Counter Logic Gaming,o time brasileiro obteve a melhor campanha brasileira até o momento com duas vitórias, porém o resultado não foi o suficiente para que chegássemos aos playoffs.

INTZ (2016) – O exódia – como era conhecida a line-up de jogadores da INTZ que contava com Felipe “Yang”, Gabriel “Revolta”, Gabriel “Tockers”, Micael “Micao” e Luan “Jockster” – surpreendeu a todos naquele ano com a vitória em cima da chinesa Edward Gaming (EDG), o que causou grande comoção, já que a equipe da LPL era favorita para vencer. Na partida é possível presenciar a emoção dos caster brasileiros e da torcida que estava no local.  

Red Canids e Team One (2017) – A Red Canids classificou-se para MSI de 2017 (realizado no Brasil) e, após terminar em vice-liderança do grupo, não conseguiu avançar para a próxima fase.

Naquele mesmo ano a Team One era a esperança brasileira no Worlds, entretanto, após perder na repescagem para Fenerbahçe, também não conseguiu chegar aos playoffs.

Kabum (2018) – Após ganhar as duas etapas do CBLoL, os brasileiros chegaram para representar o país no MSI e Worlds de 2018. Infelizmente o time não conseguiu a classificação para  a fase de grupos em nenhuma das competições.

INTZ (2019) – Criticada por muitos pelas decisões questionáveis e até por certa “apatia”, a equipe teve a pior campanha brasileira em campeonatos internacionais, contando com apenas uma vitória em toda a fase de entrada.

No que estamos errando?

Troféu por Jonatas Fonseca Passos

Depois de passarmos brevemente sobre as campanhas brasileiras nos torneios internacionais, nos resta saber o que está faltando para que possamos alçar vôos mais altos e termos esperança e resultados melhores.

Os pro-players sempre emitem opiniões antes, durante e depois das competições lá fora, principalmente sobre como podem melhorar o desempenho brasileiro e o que está “errado” com o nosso cenário.

Na entrevista de Redbert – suporte da INTZ – o jogador fala sobre a visível melhora das outras regiões que estavam/estão no MSI, como o Brasil parece ter “piorado com o tempo” e como os erros nas partidas são punidos de forma mais rápida do que seriam entre as equipes do CBLoL.

O Brasil também conta com os problemas de distância do nosso servidor para os servidores de alto nível como são os da LPL (Liga Chinesa), LCK (Liga Coreana), LCS (Liga Norte Americana)  e LEC (Liga Europeia). Nossos vizinhos da LAS (Liga Latinoamericana) compartilham do obstáculo de estarem longe dos melhores times.

Revolta – atual jogador da Red Canids – deu uma entrevista em 2018 expondo ainda outro fator que é determinante na atuação brasileira: investimento. Por mais que as organizações esforcem-se para investir exponencialmente nos jogadores e comissões técnicas, ainda estamos a anos luz de distância do dinheiro que é injetado nos times chineses, por exemplo.

Coreia do Sul e China não são a “Meca” dos eSports atoa! O investimento dos dois países mostra que a soberania dos mesmos em todos os campeonatos internacionais de League of Legends é justificada. A China anunciou um complexo de 17 mil metros quadrados dedicada aos eSports e a Coreia teve construída em Seoul a primeira arena temática de LoL (feita pela Riot Games) nomeada de LoL Park.

Nos resta ter esperança

As razões para não termos campanhas satisfatórias internacionalmente são muitas, a cada nova competição algumas novas são reveladas, outras são contestadas pelos jogadores/analistas e no final a maioria dos torcedores sempre fica com o gosto amargo na boca.

Quem sabe um dia paremos de buscar apenas XP e entremos no Rift com a esperança de derrubar o Nexus adversário.

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