É preciso conversar e saber como conversar!

Tendo responsabilidade emocional e afetiva nas relações para manter a qualidade. 


Um fato: Não existe receita para solucionar problemas de uma relação, manter uma relação e muito menos ter uma relação totalmente perfeita! Pois é natural ficarmos navegando entre os extremos positivo e negativo. E estar no negativo é uma fase e o modo como você lida com ela é que faz a diferença.

Quando afirmo que é preciso ter conversas nas relações, não me refiro apenas às relações amorosas, mas também às relações de amizade, às relações familiares, enfim. Seja qual for a interação que você faz, um bom diálogo pode solucionar, prevenir, melhorar a relação e o modo como é conduzido pode evitar explosões e palavras dolorosas, transformando uma discussão em um conversa saudável.

É preciso aprender a olhar para os próprios incômodos e sentimentos e respeitar eles. Se algo te incomoda no outro, não dá para ficar evitando ou ocultando! É preciso resolver. Afinal, o incômodo quem sente é você e quem vai ficar sempre trazendo isso à tona para si mesmo é você. Responsabilidade emocional é ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e reconhecer que algo não está certo ou não te agrada. E a partir disso, iniciar uma análise com a intenção de ver se o que está sentindo é algo que pode ser relevado ou trabalhado sem a necessidade de se expor, ou se é preciso sentar e conversar com quem está se relacionando. 

A partir do momento que você identifica que há um problema na relação, partimos para a responsabilidade afetiva, no que diz respeito a sentar e abrir o seu jogo expondo o seu lado! O que acontece comumente são pessoas reclamando de seus namoros ou de suas amizades para outros, mas nunca para aquele que deu causa. Ninguém tem bola de cristal para adivinhar o que o parceiro está sentindo! Portanto, é preciso sim sentar, conversar e chegar num acordo juntos. 

Veja bem, ninguém é um objeto de uso pessoal. Ambos possuem sentimentos e estes podem ser abalados facilmente. Quando algo não está legal na convivência é preciso saber conversar. Expor os seus lados de modo calmo, sem alteração na voz e com palavras selecionadas. Ou ainda, antes de expor o seu lado, permitir que o outro exponha o lado dele perguntando como ele se sente sobre o que te incomoda, sem ele saber que te incomoda para analisar a visão que ele tem. Logo em seguida, você expõe o seu lado e comenta que a atitude dele está te incomodando e o que podem fazer juntos para melhorar. Já que, numa relação, embora ficar navegando entre os extremos seja natural, estar no equilíbrio é o ideal.

Cuidado com a exposição excessiva! 

Tem algum problema sempre ficar se expondo? Por que tomar cuidado? Se você sente uma insegurança e fica trazendo esta questão sempre como tema de conversa, então, vale a pena revisar os próprios sentimentos e trabalhar em cima deles. Exemplo: sentir ciúmes é algo natural e pode ser até saudável (dependendo da relação), mas ficar restringindo o outro de ter acesso a novas amizades ou lugares por insegurança própria, vale mergulhar para dentro de si e aprender a confiar mais em quem está contigo. 

Por fim, tenha responsabilidade sobre seus próprios sentimentos (responsabilidade emocional) e também com os seus sentimentos para com o outro (responsabilidade afetiva). Permita se abrir e também deixar que o outro se abra sem fazer tempestades em copo d’água. Parta do princípio básico do diálogo, da conversa. Porque a falta de comunicação clara forma abismos entre as pessoas.

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